quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O PSOL e as eleições de 2010 – um debate de concepção

Por Hernandez Vivan, membro do PSOL Joinville


O PSOL debate as eleições de 2010 em um momento importante de sua história – ou, melhor, fundamental e decisivo. Após um Congresso Nacional que, se não permitiu o retrocesso, foi incapaz de significar avanços, o PSOL debate agora programa e candidatura para o pleito de 2010.

Nesse texto quero apenas iniciar um debate que ainda está sendo negligenciado e, talvez, indicar algumas formulações que sirvam como contribuição aos debates que antecederão a Conferência Eleitoral do PSOL, marcada para março de 2010.

Antes do programa e do perfil da candidatura me parece fundamental fazer a discussão acerca de “concepção” a respeito das eleições. Afinal, para quê participar das eleições? Como deve ser aproveitado o exíguo espaço institucional, devidamente loteado pelos partidos da ordem, sob a égide mais crua do dinheiro?

Nesse sentido, tentando evitar o pragmatismo, mas também as concepções francamente reformistas sobre as eleições, talvez haja ensinamentos de ordem geral dentro da tradição socialista do século XX. O debate eleitoral ou “parlamentar” não é novo e já encontrou diversas formulações dentro dessa tradição.

Uma visita rápida sobre documentos clássicos do socialismo encontra pelo menos três formulações, distintas entre si, pesando o elemento institucional de diversas maneiras e chegando a conclusões igualmente diferentes.

Uma delas, convencionalmente conhecida como “social-democrática”, talvez formulada por Bernstein, mas cujo peso central, certamente, foi dado pela contínua evolução e adaptação do Partido Social-Democrata Alemão à institucionalidade (vale lembrar: esse partido possuía cerca de 30 mil funcionários e centenas de parlamentares). Essa via observa nas eleições o momento privilegiado da luta política, operando uma cisão entre luta social e política. É conhecida a polêmica de Rosa Luxemburgo que pensava a greve geral como elemento constituinte da política dos comunistas, tática essa questionada por seus companheiros de partido como nociva à legalidade, duramente conquistada. Essa via acaba por negar o caráter de classe do próprio Estado, concebendo que o fundamental são os ocupantes dele, capazes, por sua vez, de levar a uma transição pacífica – ou mais ou menos pacífica – ao Socialismo.

Uma outra concepção aponta na recusa, de princípio, à participação das eleições o meio mais eficaz de consecução do objetivo socialista. Os mais emblemáticos representantes dessa tendência, historicamente, foram a facção abstencionista do Partido Comunista Italiano, liderada por Bordiga, e os “comunistas de conselhos” de modo geral (em certo sentido, também os anarquistas). A ênfase toda se dá na luta social revolucionária. O parlamento, segundo essa ideia, é apenas um “teatro da burguesia” cuja disputa apenas legitima a hegemonia capitalista.

Ambas as tendências acima surgem em momentos históricos distintos e, inclusive, antagônicos. A proposta majoritária do Partido Social-Democrata Alemão ganhou corpo no início do século passado até à metade da década de 10. O período da belle epoque, de estabilização do capitalismo. O avanço político, via parlamento, era real e contribuía para o Socialismo. Miragem desfeita, na verdade, em 1914 com a I Guerra Mundial.

A tendência que se consagrou, malgrado si própria, como “esquerdista” surge na época das revoluções proletárias, inaugurada pela Revolução de Outubro (mas não há de se esquecer as notáveis convulsões por todo o mundo, de corte socializante, como a Revolução Mexicana e a Revolução Húngara). A miragem oposta, de falência absoluta e completa do parlamentarismo, revelou-se nos decênios seguintes, também de razoável estabilização, vide o aumento monstruoso da social-democracia na Europa.

Uma tendência, no entanto, viveu esses dois momentos distintos. Com uma maleável tática e uma rochosa estratégia, os bolcheviques passaram incólumes ao ciclo de “traições” da social-democracia do início do século XX. Com a fundação da III Internacional, largamente impulsionada e inspirada pela revolução dirigida pelos russos, foram também acerbos críticos dos “esquerdistas”. Afinal, em que consistia a concepção acerca do parlamentarismo dos bolcheviques?

Talvez na expressão acima – maleável tática fundada em sólida estratégia – resida a quintessência da política eleitoral dos bolcheviques, que os levou a negar ambas as concepções anteriores. O documento O Partido Comunista e o parlamentarismo, aprovado no II Congresso da III Internacional, em 1920, elaborado por Lênin e Bukhárin, dá uma noção geral dessa política.

O documento é sintético, embora extremamente rico em questões e argumentos. Três ideias principais, no entanto, são as que conservam maior atualidade. A primeira delas é a não cisão entre luta social e luta política. Toda luta social é política na medida em que põe a autoridade do poder burguês em xeque. Para tanto, não necessita, de modo algum, estar ligada ao parlamento. Uma greve pode evoluir a uma situação de instabilidade institucional ampla; uma ocupação urbana pode pôr em debate toda a política habitacional e um governo contra a parede; a resistência a um aumento de tarifa do transporte coletivo pode significar a perda da hegemonia burguesa local. Exemplos que servem à chancela de atualidade do documento. Embora o texto não diga, é como se acusasse aqueles que separam a luta social, ou econômica, de “antidialéticos”, fratura que deve ser evitada e que conduz, paradoxalmente, ao oportunismo e ao esquerdismo.

A segunda ideia, posta a igualdade entre uma luta parlamentar e uma greve como ambas sendo “lutas políticas”, trata de hierarquizar esses dois métodos de luta dos trabalhadores. O método prioritário é a ação de massas. Secundariamente vêm a luta parlamentar. O argumento que sustenta essa hierarquização é simples: somente a luta de massas conduz o poder burguês à derrocada. O parlamento serve apenas à garantia de posições legais e deve estar sempre subordinado às campanhas dos trabalhadores.

No entanto, é no referente à terceira ideia, a respeito da campanha eleitoral, que o documento talvez conserve a sua maior atualidade: “A campanha eleitoral deve ser conduzida, não no sentido da obtenção do máximo de mandatos parlamentares, mas no sentido da mobilização das massas debaixo de palavras de ordem da revolução proletária”. Ou seja, uma campanha que tenha em vista, mais que aumentar o poder social do partido por meio das instituições burguesas, o aumento da consciência política dos trabalhadores por meio de palavras de ordem revolucionárias. Dessa maneira, a tática, ao invés de se descolar da estratégia (em nome da viabilidade eleitoral, em nome do pragmatismo, enfim, em nome de qualquer pretexto de última hora) liga-se de modo orgânico à ela, como movimento que objetiva sua consecução.

A partir dessas reflexões, se corretas, é possível traçar algumas indicações à campanha eleitoral que se avizinha ao PSOL. O sentido da campanha eleitoral à presidência da república, portanto, deve ser conduzido em espírito muito semelhante ao sintetizado pelas teses Lênin-Bukhárin: uma campanha que denuncie o capitalismo no Brasil (e seus meios de estabilização mais eficazes, o governo Lula notadamente), que leve a sério as mais sentidas reivindicações dos trabalhadores e que faça uma ponte entre elas e as palavras de ordem mais gerais da revolução socialista. Uma campanha que tenha em vista os próximos períodos de luta política, de ação de massas, greves, mobilizações urbanas e rurais, e que busque enraizar o PSOL nos movimentos que estão à frente dessas ações. Uma campanha que não confunda os trabalhadores, que, tendo em vista que a luta social-política é prioritária, transfira seus aliados dessa luta para as eleições, como os movimentos sociais urbanos e rurais, excluindo partidos burgueses, como PV, PDT e PSB. Uma campanha que, através de três ou quatro ideias centrais, contribua na reorganização do movimento dos trabalhadores. Em suma, uma campanha que esteja subordinada à lógica da luta social. Esse o desafio do PSOL.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Luta do Juquiá é retratada em filme

O documentário Ocupação do Juquiá – uma história de luta retrata a organização e a mobilização da comunidade do Juquiá na luta em torno da moradia e do reconhecimento político, Desde a primeira assembleia, passando pela tentativa de desocupação policial e reunião com a Secretaria de Habitação, até as cheias que atingem uma parte considerável da comunidade.

De “oportunistas”, segundo o poder público, no início do movimento, a cidadãos com pleno direito, de acordo com o mesmo poder. Esta é a trajetória da comunidade do Juquiá após a manifestação direta e a organização política.

A gravação do vídeo é toda “artesanal” e foi elaborado pela comissão de apoio aos moradores da ocupação.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4

sábado, 24 de outubro de 2009

Saiu no site do MST: Transgênicos são proibidos em escolas públicas de Fortaleza

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23 de outubro de 2009

A Câmara Municipal de Fortaleza (CE) mostrou que está atenta à qualidade da alimentação de crianças e adolescentes da Rede Pública Municipal de Ensino. O Projeto de Lei de autoria do vereador João Alfredo (PSOL) que proíbe a utilização de alimentos transgênicos nas escolas foi aprovado por consenso na manhã desta terça-feira (20/10). Agora, a proposta segue para redação final.

Destacando a importância de tal decisão, o vereador explicou que o projeto foi inspirado em sua militância no Greenpeace, ONG ambientalista na qual atuou como consultor de políticas públicas. Segundo ele, é fruto, ainda, da "luta em defesa da biossegurança, do princípio da preocupação e da defesa de uma alimentação saudável para nossas crianças".

Reproduzido de: http://www.mst.org.br/node/8452

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Intelectuais de 11 países lançam manifesto em favor do MST

Intelectuais, lideranças políticas e membros dos movimentos sociais lançaram um manifesto em favor do Movimento dos trabalhadores Rurais sem Terra. Deputados e lideranças do PSOL também são signatários. Confira abaixo.

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais


As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Assinam esse documento:

Eduardo Galeano - Uruguai
István Mészáros - Inglaterra
Ana Esther Ceceña - México
Boaventura de Souza Santos - Portugal
Daniel Bensaid - França
Isabel Monal - Cuba
Michael Lowy - França
Claudia Korol - Argentina
Carlos Juliá – Argentina
Miguel Urbano Rodrigues - Portugal
Carlos Aguilar - Costa Rica
Ricardo Gimenez - Chile
Pedro Franco - República Dominicana

Brasil:

Antonio Candido
Ana Clara Ribeiro
Anita Leocadia Prestes
Andressa Caldas
André Vianna Dantas
André Campos Búrigo
Augusto César
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Carlos Alberto Duarte
Carlos A. Barão
Cátia Guimarães
Cecília Rebouças Coimbra
Ciro Correia
Chico Alencar
Claudia Trindade
Claudia Santiago
Chico de Oliveira
Demian Bezerra de Melo
Emir Sader
Elias Santos
Eurelino Coelho
Eleuterio Prado
Fernando Vieira Velloso
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Irene Seigle
Ivana Jinkings
Ivan Pinheiro
José Paulo Netto
Leandro Konder
Luis Fernando Veríssimo
Luiz Bassegio
Luis Acosta
Luisa Santiago
Lucia Maria Wanderley Neves
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Marilda Iamamoto
Mariléa Venancio Porfirio
Mauro Luis Iasi
Maurício Vieira Martins
Otília Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio Filho
Renake Neves
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sandra Carvalho
Sergio Romagnolo
Sheila Jacob
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

Assine você também

http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

Ivan Valente crítica CPI do MST e defende reforma agrária

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Confira do Relatório Final da Confecom

Relatório final de propostas

As propostas listadas abaixo foram aprovadas na plenária final da 1a. Conferência Municipal de Comunicação e revisadas pela Comissão Organizadora, que organizou as propostas por eixo (considerando que algumas propostas foram aprovadas num eixo, mas realocadas em outro para encaminhamento à Conferência Estadual); distribuiu as propostas do Grupo 4 (Comunicação e Cultura) nos três eixos da Comunicação; e classificou as propostas entre Princípios, Diretrizes, Recomendações e Recomendações Municipais (para as propostas de âmbito municipal, mas que também serão encaminhadas para conhecimento da Conferência Estadual). Ao final da relação, constam também as propostas que serão suprimidas do relatório a ser encaminhado para a etapa estadual (por já estarem contempladas em outras propostas mais abrangentes que integram o relatório) e aquelas que ainda estão sob “revisão técnica” (por tratarem de questões relativas a leis e regulamentações específicas) e que poderão sofrer ajustes no texto ou mesmo a supressão do seu conteúdo do relatório final. Se algum conferencista tiver alguma colocação a respeito da sistemtização final das propostas manifeste a opinião publicando um comentário neste blog.

Eixo 1 – Produção de Conteúdo

1. Fiscalização efetiva sobre o conteúdo e a legalidade das emissoras de caráter educativo e comunitário, com o objetivo de avaliar se correspondem aos preceitos constitucionais. (Diretriz)

2. Criação de programas pelo poder público que estimulem a formação de grupos e espaços (rádios, TVs, telecentros e gráficas livres) para discussão e produção em mídia nas diversas comunidades. (Diretriz)

3. Criação de programa para estimulo da cultura, por meio de mecanismos de incentivo às atividades culturais nas escolas para formar futuros “cidadãos culturais” e criadores de conteúdo de cultura: e-zine, blogs, leitura diária de notícias e outros. (Diretriz) ***Proposta do grupo da Cultura

4. Assegurar a produção e a veiculação de pelo menos 50% de conteúdo local e regional na grade de programação das emissoras de rádio e televisão, garantindo percentual mínimo de espaço nos veículos de comunicação para conteúdo e campanhas de relevância social, serviços de utilidade pública, respeitando a diversidade cultural, religiosa, étnico-racial, de gênero, orientação sexual e populações vulneráveis. (Recomendação)

5. Criar uma lei que regulamente um percentual mínimo para veiculação de produção local de TV, rádio e audiovisual distribuindo equilibradamente ao longo da grade de programação das emissoras. (Recomendação)

6. Estabelecer e fomentar políticas públicas para desenvolvimento de plataformas em software livre. Responsável: Governos Federal, Estadual e Municipal, Câmaras específicas. (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

7. Alterar a legislação de Direito Autoral vigente para facilitar o acesso à informação e a ampliação das possibilidades de uso das obras protegidas. (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

8. Regulamentar o artigo 221 da Constituição Federal com a aprovação de leis que garantam percentual de conteúdo regional e independente nos veículos de comunicação. (Regulamentação dos artigos da CF/88 – adaptar a programação das emissoras de rádio e televisão ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística (art. 221)) (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

9. Viabilizar no primeiro trimestre de 2010, à luz de legislação federal existente, a criação de um Conselho Municipal de Comunicação, conforme previsto no artigo 224 da CF, já regulamentado pela Lei n.8.389/91, integrado por representantes do poder público e da sociedade civil, de acordo com as normas legais. A Conferência defende que o conselho discuta como prioridades o estimulo ‘a produção regionalizada’ nos meios de comunicação locais e o envolvimento de entidades profissionais, instituições acadêmicas, organizações sociais, empresariais e veículos para retomar a discussão sobre a qualidade da programação das TVs e rádios de Joinville (conteúdo, prestação de serviços e o atual sistema de terceirização de espaços da programação). (Recomendação Municipal)

Eixo 2 – Meios de Distribuição

1. Equanimidade na distribuição da verba pública destinada à publicidade para veículos de comunicação idôneos e legalizados – que estejam em dia com seus impostos e obrigações sociais. (Princípio)

2. Que todos os meios de comunicação exerçam efetivamente ações de responsabilidade ambiental e social (acessibilidade) nos processos de produção e distribuição de materiais de comunicação. (Princípio)

3. Regulamentar o que está estabelecido no parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição Federal, que trata do monopólio e oligopólio. (Recomendação)

4.Efetiva fiscalização técnica e jurídica dos serviços de radiodifusão comunitária e educativa. (Recomendação)

5.Criação/ampliação de novos telecentros, em parceria com as operadoras, que disponibilizarão sinal de internet de qualidade para utilização gratuita nas comunidades, com acompanhamento de orientador e acesso mediante cadastramento, estendendo o horário de atendimento aos finais de semana. Aliar à criação dos telecentros, projetos educativos-pedagógicos que explorem, junto a cada comunidade, as potencialidades da internet a partir das necessidades e interesses de cada grupo. Considerar, neste sentido, a necessidade de criar políticas de uso dos telecentros, que visem o controle de uso indevido ou criminoso da internet. (Recomendação)

6. Transformar o acesso à internet (banda larga) em um serviço público explorado pelo poder executivo municipal. (Recomendação)

7. Regulamentação da publicidade por meio de mala direta impressa, virtual e de poluição sonora. Fiscalização e cumprimento das normas regulamentadoras. (Recomendação)

8. Garantir a manutenção do caráter público e ampliar a abrangência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). (Recomendação)

9. Revisão das atuais concessões públicas de rádio e televisão, e dos critérios de renovação, acompanhada pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional de Comunicação Social. (Recomendação)

10.Criação de um sistema público para distribuição física (jornal impresso, catálogo, agenda, audiovisual etc) de conteúdos produzidos pelas redes de comunicação e cultura. (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

11.Garantir, por meio de projeto de lei, espaços para utilização dos meios de comunicação (concessões) em ações governamentais de utilidade pública e relevância social. (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

12.Assegurar a participação da sociedade civil na implantação da rádio e da TV pública em Joinville, bem como na definição de sua grade de conteúdo e linha editorial. A Conferência defende que os canais venham a ser mantidos pela administração pública, com a criação de equipes de profissionais efetivos e concursados. (Recomendação Municipal)

13.Criar um fundo municipal, por meio de renúncia fiscal, para a comunicação pública (gerido pelo Conselho Municipal de Comunicação) para financiar projetos de comunicação (TV, rádio, internet, jornais comunitários, etc.). (Recomendação Municipal)

14. Destinar os valores arrecadados da aplicação de multas, relacionadas ao uso irregular dos meios de comunicação para o Fundo Municipal de Comunicação. (Recomendação Municipal)

15. Fomentar a distribuição das produções locais em portais já existentes e de significativo impacto na sociedade como sites de universidades, jornais, entidades em diversos segmentos, Prefeitura, Câmara, incubadoras. (Recomendação Municipal)

16. Criação de salas de cinema de qualidade, com preços populares, com parceria entre poder público (Fundação Cultural de Joinville) e iniciativa privada. (Recomendação Municipal)

17.Criar Editora Pública e constituir uma biblioteca pública digital. (Recomendação Municipal) ***Proposta do grupo da Cultura.

18.Criar meios de comunicação popular, disponíveis em locais de grande circulação da população como terminais de ônibus, Igrejas, lotéricas, bancos e associações de moradores, para difusão cultural. (Recomendação Municipal) ***Proposta do grupo da Cultura.

19.Encaminhar projeto de lei para viabilizar a publicidade das ações culturais nos bairros, terminais e outros. (Recomendação Municipal) ***Proposta do grupo da Cultura.

Eixo 3 – Cidadania; Direitos e Deveres

1. Utilizar os meios de comunicação existentes para ações de cunho educativo. (Princípio) ***Proposta do grupo da Cultura.

2. Garantir a valorização do ensino superior e dos profissionais de Comunicação Social. (Princípio)

3. Implantação de Política Nacional de incentivo à criação de Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional de Comunicação Social, de caráter consultivo, deliberativo, fiscalizador, composto pela sociedade civil (segmento empresarial e segmento social) e poder público, com participação majoritária do segmento social e que tenha por princípio a comunicação como direito do cidadão e um serviço público, pluralista, soberano e universalizado. (Diretriz)

4. Criação e implantação de um SISTEMA NACIONAL DE COMUNICACAO considerando a:

- Implantação de mecanismos que facilitem a regularização das rádios e TVs comunitárias e livres.

- Criação de estruturas de fiscalização por parte da Anatel nos estados e municípios, para uma fiscalização mais efetiva.

- Divisão de forma proporcional ao número de faixas de freqüência destinadas à radiodifusão entre veículos estatais, comunitários/públicos e privados.

- Criação de mecanismos que facilitem a população à aquisição e financiamento, com baixo custo, de equipamentos de acesso à informação como, por exemplo, aparelhos de TV, computadores e telefones.

- Garantia de fomento público para as emissoras de rádio e TV públicas e comunitárias, como maneira de estimular produção alternativa (não-comercial), valorizando a democracia, a pluralidade, a cultura local e regional.

- Regulação do artigo 54 da Constituição Federal, proibindo o controle de canais de rádio e televisão, direta ou indiretamente, por ocupantes de cargos eletivos.

- Fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação e da concessão pública aos ocupantes de cargos públicos.

- Criação e implantação de conselhos gestores nos meios de comunicação pública, com a participação majoritária da sociedade civil.

- Ampliação e garantia do controle majoritário acionário nacional para, no mínimo, 75% da propriedade dos meios de comunicação. (Diretriz)

5. Incluir o tema educação para comunicação social com ênfase em mídia como conteúdo interdisciplinar nas grades curriculares do ensino fundamental, médio e superior, de maneira a promover debates e outros meios de organização para implementação de políticas públicas de acesso à informação e apropriação dos espaços nos meios de comunicação. (Diretriz)

6.Universalização do acesso irrestrito à internet em todo território nacional, com garantia de sinal gratuito e disponibilização de terminais de acesso em espaços e equipamentos públicos. (Diretriz)

7.Universalização do acesso à telefonia em todo território nacional, revendo os atuais critérios do IBGE e da Anatel, priorizando as áreas rurais e de difícil acesso. (Diretriz)

8. Criação e implementação de política municipal de gestão documental e qualificação do acesso à informação de utilidade pública, que contemple a acessibilidade de todos os cidadãos. (Diretriz)

9. Garantir que a Conferência Nacional indique a criação de uma comissão tripartite para acompanhar o trâmite legislativo das propostas eleitas na Conferência Nacional de Comunicação. (Recomendação)

10. Promover a divulgação da Lei 8.977, mais conhecida como Lei do Cabo (1995), que garante canais universitários e comunitários locais, e fortalecer a alocação de recursos de publicidade institucional dos Governos Federal, Estaduais e Municipais em mídias vinculadas a mídias comunitárias, livres, educativas e universitárias, valorizando produtos e serviços populares, inclusive como aporte aos canais comunitários previstos pela mesma Lei. (Recomendação)

11.Criação e regulamentação dos Conselhos Regionais e Federal dos Jornalistas nos moldes propostos pela Federação Nacional dos Jornalistas. (Recomendação)

12. Criar mecanismos de estímulo à participação do cidadão em veículos de comunicação de forma a incentivar a comunidade a se apropriar dos espaços editoriais exercendo seu direito à comunicação e participação social. (Recomendação)

13. Garantir que as editoras privadas e públicas repassem, por meio de doação, no mínimo 3% do seu volume de publicações anuais para bibliotecas públicas. (Recomendação)

14. Criar e manter escolas livres de formação multimidiática, com núcleos regionais e/ou estaduais, em parceria com a iniciativa privada, instituições de ensino e organizações não-governamentais. (Recomendação) ***Proposta do grupo da Cultura.

15. Criação de mecanismos que estimulem a formação de público por meio da Secretaria de Assistência Social, Secretarias Regionais, Secretaria de Educação e Associações de Moradores, facilitando as atividades culturais. (Recomendação Municipal)

16. Criação de Fórum Permanente de Comunicação e Cultura de Joinville. (Recomendação Municipal) ***Proposta do grupo da Cultura.

Propostas suprimidas

Criar um conselho regional de Comunicação Social com poder de processar eticamente profissionais e empresas de comunicação, exigindo maior responsabilidade do editor chefe e do proprietário dos meios de comunicação quanto a informações inexatas ou ofensivas. (SUPRESSÃO – proposta contemplada no eixo 3 – item 3)

Instalar uma rede de acesso à internet (banda larga wireless) com possibilidade de concessão pública (legislação própria), criando meios de acesso (telecentros, lan-houses comunitárias e outros). (SUPRESSÃO – proposta contemplada no eixo 3 – item 7

Propostas EM REVISÃO TÉCNICA

Solicitar a criação e reserva de canais de televisão comunitários abertos, que contemplem diversos segmentos socioeconômicos e culturais, a partir da tecnologia digital. (Revisão Técnica)

Cumprimento das exigências de veiculação de produção regional e local, para que todas as emissoras tenham no mínimo 30% de programação regional e local. (Revisão Técnica)

Joinville, 20 de outubro de 2009.

Comissão Organizadora

1a. Conferência Municipal de Comunicação

e Pré-Conferência de Comunicação e Cultura

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O MST e as laranjas

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Artigo do presidente do PSOL, Willian Luiz da Conceição, sobre o caso das laranjas e do MST.

Podemos presenciar nos últimos dias uma forte “denúncia” por parte dos deputados(as) federais, senadores(as), canais de televisão entre outros, acerca da ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, na região de Capivari, interior de São Paulo, onde supostamente teriam destruído parte das plantações de laranja da propriedade.

A “propriedade” seria da empresa Cutrale, produtora mundial de suco de laranja. Vale lembrar e questionar o por que não citam os homens e mulheres bem vestidos, em seus discursos acalorados de cima da tribuna do congresso nacional, nem nos jornais taxados de “neutros” que as terras ocupadas pelo MST foram griladas de pequenos agricultores e da própria União, que tal empresa carrega milhares de dividendos trabalhistas, processos ambientais, além de plantar laranjas transgênicas – tecnologia com alto teor de risco, com enormes efeito destrutivos sobre o meio ambiente e a vida humana.

Há quinze anos o MST, movimento de luta pela democratização das terras no país, vem ocupando os latifúndios da região de Capivari denunciando a falta de interesses dos governos e do Judiciário de realizar a Reforma Agrária em áreas que não respeitam as leis trabalhistas, ambientais como afirma a constituição brasileira. Estas devem ser desapropriadas para fins de Reforma Agrária. Mas, ninguém trata da inoperância e da lentidão da Reforma Agrária, política que resolveria os problemas de centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e de outras milhares em todo o Brasil.

Que Estado Democrático de Direito é este? Que continua sendo mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão, criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O MST continuará ocupando terras, sendo está a única maneira de enfrentar o falso Estado Democrático, assentado pelas elites reacionárias e conservadoras que historicamente excluíram milhares de homens e mulheres; negros, indígenas e colonos pobres do direito a terra.

Willian Luiz da Conceição é Acadêmico de História da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, Presidente do PSOL – Joinville e Colaborador do Setor de Relação com a Sociedade do MST.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

PSOL e movimentos sociais têm participação decisiva na Confecom de Joinville

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Da esquerda para direita: Valdete Daufemback (Arquivo Histórico), Silvia Agostini (Direitos Humanos), Leonel Camasão (PSOL) e Josué Júnior (Associação Arco Íris). Foto Kátia Nascimento/Secom.

A participação dos militantes do PSOL e dos movimentos sociais foi decisiva na 1ª Conferência Municipal de Comunicação (Confecom) e na Pré-conferência de Cultura de Joinville. Quatro militantes do PSOL participaram dos debates, de maneira decisiva.

A linha de frente que ajudou a aprovar as diretrizes mais avançadas foi composta pelos militantes do PSOL, Centro de Direitos Humanos (CDH), Associação Arco-íris, União Catarinense dos Estudantes (UCE), Diretório Acadêmico de Comunicação Social (Dacs), Sindicato dos Jornalistas (SJSC), produtores culturais, professores, entre outros.

Um dos principais eixos do debate era sobre a regulamentação dos meios de comunicação. Entre os avanços aprovados na etapa municipal, destacam-se a divisão dos canais de radiodifusão de maneira paritária (um terço para emissoras públicas/comunitárias, um terço para estatais e um terço para as privadas).

Também foi aprovada a regulamentação da lei que proíbe parlamentares de serem concessionários de rádio ou TV; quebra da propriedade cruzada nos meios de comunicação; revisão das atuais concessões, entre outras bandeiras históricas dos movimentos pela democratização das comunicações.

A plenária final da Confecom também conseguiu derrubar uma proposta que pretendia aumentar a estrutura de criminalização das rádios livres e comunitárias não regulamentadas.

A etapa municipal não elegeu delegados para a estadual, que será aberta a todos. Entretanto, ocorreu um processo de escolha de representantes dos segmentos empresarias e dos movimentos sociais. Os quatro militantes do PSOL foram eleitos representantes para a etapa estadual.

A etapa estadual elegerá delegados para a Conferência Nacional de Comunicação, onde as diretrizes que vão guiar as políticas públicas para o setor serão tiradas. Será necessário muita mobilização dos movimentos sociais para vencer o empresariado, que não tem interesse na democratização dos meios de comunicação.

A etapa joinvilense representa uma grande vitória, mas é apenas o começo da caminhada. A etapa estadual da Confecom ocorrerá em Florianópolis, em data e local ainda por definir.

Já para a Conferência de Cultura, o militante do PSOL Alexandre Perger foi eleito primeiro suplente de delegado. A etapa estadual ocorre no dia 25 de novembro

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O MST e as Laranjas

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Podemos presenciar nos últimos dias uma forte “denúncia” por parte dos deputados(as) federais, senadores(as), canais de televisão entre outros, acerca da ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, na região de Capivari, interior de São Paulo, onde supostamente teriam destruído parte das plantações de laranja da propriedade.

A “propriedade” seria da empresa Cutrale, produtora mundial de suco de laranja. Vale lembrar e questionar o por que não citam os homens e mulheres bem vestidos, em seus discursos acalorados de cima da tribuna do congresso nacional, nem nos jornais taxados de “neutros” que as terras ocupadas pelo MST foram griladas de pequenos agricultores e da própria União, que tal empresa carrega milhares de dividendos trabalhistas, processos ambientais, além de plantar laranjas transgênicas – tecnologia com alto teor de risco, com enormes efeito destrutivos sobre o meio ambiente e a vida humana.

Há quinze anos o MST, movimento de luta pela democratização das terras no país, vem ocupando os latifúndios da região de Capivari denunciando a falta de interesses dos governos e do Judiciário de realizar a Reforma Agrária em áreas que não respeitam as leis trabalhistas, ambientais como afirma a constituição brasileira. Estas devem ser desapropriadas para fins de Reforma Agrária. Mas, ninguém trata da inoperância e da lentidão da Reforma Agrária, política que resolveria os problemas de centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e de outras milhares em todo o Brasil.

Que Estado Democrático de Direito é este? Que continua sendo mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão, criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O MST continuará ocupando terras, sendo está a única maneira de enfrentar o falso Estado Democrático, assentado pelas elites reacionárias e conservadoras que historicamente excluíram milhares de homens e mulheres; negros, indígenas e colonos pobres do direito a terra.

Willian Luiz da Conceição é Acadêmico de História da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, Presidente do PSOL – Joinville e Colaborador do Setor de Relação com a Sociedade do MST.

ligaspartakus@gmail.com

Joinville recebe debates de peso a partir desta quinta-feira

De quinta até domingo, eventos vão debater crise econômica, democratização das comunicações, questões de gênero e mobilidade urbana


A partir desta quinta-feira, Joinville recebe uma agenda de debates extremamente significativos para aqueles que ainda não desistiram de lutar por um novo mundo. Veja a agenda, que está recheada de boas opções.

Quinta-feira, 16 de outubro – Debate sobre a crise econômica

Para dar um pontapé inicial de peso, a Univille recebe hoje o sociólogo Ricardo Antunes para debater a crise econômica mundial e seus efeitos sobre o mundo do trabalho. Realizado pelos departamentos de História e Administração da Univille, o evento conta com o apoio do PSOL Joinville.

Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. É considerado um dos maiores especialistas brasileiros no estudo das mudanças no mundo do trabalho. Também é membro-fundador do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

QUANDO: Hoje
ONDE: Auditório da Reitoria da Univille
HORÁRIO: 19 horas
ABERTO AO PÚBLICO

Sexta-feira, 16 de outubro – Democratização das comunicações

A Conferência Municipal de Comunicação é a etapa joinvilense da Conferência Nacional, que vai definir novas políticas públicas para democratizar e regular os setores de comunicação no país. O evento vai abrir com uma palestra do jornalista José Roberto Barbosa Garcez, diretor de serviços da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Quando: Sexta-feira
Onde: Câmara de Vereadores de Joinville
Horário: 14 horas (abertura)
Inscrições pelo site http://confecom.joinville.sc.gov.br/?page_id=19 ou na hora do credenciamento.

Sábado, 17 de outubro – Luta feminista e igualdade de gênero

O Clube de Cinema do Bom Jesus/Ielusc vai apresentar e debater o filme “Gritos e Sussurros”. O CdC promove o debate em conjunto com o Grupo de Estudos, Políticas e Ações Feministas (Gepaf), de Joinville. A programação ocorre todos os sábados de outubro, no mesmo horário.

Quando: Sábado
Onde: Auditório do Bom Jesus/Ielusc – Centro
Horário: 19 horas
Entrada gratuita

Domingo, 18 de outubro – Mobilidade urbana e transporte coletivo

O Clube de Cinema continua sua programação de debates, só que, aos domingos, em parceria com o Movimento Passe Livre. No dia 18 de outubro, dois curtas serão apresentados. O primeiro é Amanhã Vai ser maior, que retrata a luta do MPL em Florianópolis, quando o movimento barrou o aumento das tarifas de ônibus.

Em seguida, será exibido o documentário “Saída de Emergência”, do jornalista Leonel Camasão. O filme debate a municipalização do sistema de transporte coletivo como alternativa aos desmandos da iniciativa privada no setor. Camasão militou por quatro anos no Movimento Passe Livre, e hoje, é militante do PSOL.

Quando: Domingo
Onde: Auditório do Bom Jesus/Ielusc – Centro
Horário: 19 horas
Entrada gratuita

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Debate sobre a crise econômica na Univille com Ricardo Antunes

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Sociólogo vai debater desdobramentos do crash no mundo do trabalho

Os departamentos de História e Administração da Universidade da Região de Joinville (Univille) vão promover um debate sobre a crise econômica mundial com o sociólogo Ricardo Antunes.

A palestra, intitulada A crise estrutural do capital, o mundo do trabalho e seus principais desafios ocorre na próxima quinta-feira, dia 15 de outubro, no auditório da reitoria da Univille, às 19 horas.

Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. É considerado um dos maiores especialistas brasileiros no estudo das mudanças no mundo do trabalho. Também é membro-fundador do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

O sociólogo é autor de diversos livros, entre eles, Adeus ao trabalho?; O que é Sindicalismo, e Sentidos do trabalho.

Informações
Willian Luiz da Conceição – ligaspartakus@gmail.com
Presidente do PSOL Joinville

Leonel Camasão – leonelcamasao@gmail.com
Jornalista Profissional – DRT 3414/SC
Secretário de Comunicação do PSOL/SC

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Chico Alencar é eleito melhor deputado do Congresso


O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) foi eleito o melhor parlamentar em atuação na Câmara dos Deputados, durante a primeira fase do prêmio Congresso em Foco, promovido pelo site de mesmo nome. A votação dos melhores do Congresso se dá pelo voto de 176 jornalistas de 43 veículos do país, todos especializados em cobrir a Câmara e o Senado. Chico Alencar conquistou 60 votos, ficando à frente de Gustavo Fruet (PSDB) e Fernando Gabeira (PV), respetivamente com 56 e 42 votos.

Além de Chico Alencar, os deputados socialistas Ivan valente (PSOL-SP) e Luciana Genro (PSOL-RS) aparecem na 15ª e 21ª posições, respectivamente. Ivan marcou 13 votos e Luciana, seis. A lista completa possuí 86 nomes.

Entre os senadores, José Nery (PSOL-PA) também é citado, na 18ª posição (15 votos) em uma lista com 58 nomes.

A escolha dos melhores parlamentares se dá em duas etapas. Na primeira, um time de 176 jornalistas especializados em cobrir o Congresso votam nos melhores parlamentares. Dessa votação, cria-se uma lista com os nomes mais citados. Na segunda etapa, o voto dos leitores pela internet escolhe os melhores representantes.

O que é
O Congresso em Foco é um site jornalístico que faz uma cobertura analítica, independente e crítica do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos da capital federal. Seu objetivo central é auxiliar o (e)leitor a acompanhar o desempenho dos representantes eleitos, c