quarta-feira, 29 de abril de 2009

Protógenes Queiroz em Joinville

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
O delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, estará em Joinville no próximo dia 26 de maio. Protógenes virá dar palestra aos estudantes de Jornalismo no Bom Jesus/Ielusc, onde também será alvo dos questionamentos dos estudantes sobre os temas Operação Satiagraha, Daniel Dantas, corrupção no Brasil, entre outros.

Protagonista do desmonte de diversas operações criminosas, Protógenes tem sido perseguido e acusado de atividades ilíticas, nenhuma delas provada até agora. Na oportunidade, o delegado poderá esclarecer muito sobre a sua atuação e sobre a operação Satiagraha.

Protógenes é responsável, entre outros, pelas prisões do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP), do ex-prefeito Celso Pitta, do investidor Naji Nahas, além de Law Kin Chong, o maior contrabandista atuando no Brasil na época.

Com uma carreira brilhante, Protógenes ganhou as páginas dos jornais após prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, na chamada Operação Satiagraha. Dantas é acusado de inúmeros crimes contra o Brasil. Leia abaixo a cobertura completa dos primeiros dias da Satiagraha, produzido pelo Terra Magazine.

8 DE JULHO
Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa

O inferno de Dantas

Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas

Dantas-Nahas: Para entender a organização

BrOi: emissários de Dantas tentam chegar a Dilma

9 DE JULHO
Advogado: Dirceu não tem relação com Daniel Dantas

PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas

10 DE JULHO
Solto, Dantas é intimado a depor

50% dos presos esperam decisão dada a Dantas (imperdível)

Na madrugada, estratégia para prisão de Dantas Dantas, um banqueiro da Coisa Nossa

Com prisão preventiva, um xeque mate em Dantas,

11 DE JULHO
Pedro Simon: "Está na hora de rico ser preso"

Mello: Ministros do STF não têm nada a esconder

"O senhor está preso", diz delegado a Dantas

Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"

Maierovitch: Gilmar Mendes está "extrapolando"

Juíza que avisou de grampo e pede: "me esqueçam"

12 DE JULHO
Por que as crises se repetem?

"Gilmar Mendes agiu certo", diz criminalista

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mobilidade Urbana


Hernandez Vivan Eichenberger.
Estudante de filosofia e militante do PSOL/ jarivaway@gmail.com

O artigo de Osmar Silva (ND, 21/4, página 6) levanta alguns questionamentos a respeito da possibilidade de aumento da tarifa em Joinville. Argumenta da necessidade de aumento invocando a contribuição social que as empresas Gidion/ Transtusa trazem à cidade. Para ele, o aumento ajudaria na superação da crise econômica.

No Brasil, 39 milhões de pessoas, segundo o IBGE, não andam de ônibus por não terem dinheiro para pagar. A razão principal disso é a privatização do transporte: quem tem dinheiro, pode utilizá-lo; quem não tem, é obrigado a buscar outros meios.

Via de regra, em todo o Brasil, o transporte é dominado por famílias tradicionais que têm a seu dispor financiamentos estatais para incremento de frota ou mesmo descontos de impostos. Além disso, há uma verdadeira fusão entre o poder econômico e o poder político, o que implica mínimos, quando não nulos, mecanismos de transparência sobre o transporte.

O que a Prefeitura faz hoje, com questionamentos sobre a planilha, pode ser acusado, no máximo, de tímido e não de “questionários desnecessários”. O necessário, em última instância, é inverter a atual lógica de financiamento do transporte.

A tributação de empresários, altos comerciantes (estes dois setores, os mais beneficiados com a mobilidade urbana, seja na modalidade de transporte de força de trabalho, seja como mobilidade para consumo) e sobre a especulação imobiliária é o modelo mais correto de financiamento do transporte, e não a tarifa, cujo aumento só expulsa usuários.

Isso permitiria distribuir renda, transformar o transporte em algo menos injusto e dar um primeiro passo para a inclusão da fração dos 39 milhões de excluídos do transporte que cabe a Joinville.

Quanto a dizer que o aumento de tarifa ajuda a reversão da crise econômica, trata-se de uma falácia: quando, no Brasil, em fevereiro, a média diária de demissões foi de 8 mil, como pensar que excluindo ainda mais os trabalhadores do transporte – agora, em boa parte, trabalhadores desempregados – isso ajudará contra a crise? Em Joinville, já foram 4 mil demitidos.

Qual é a contribuição social de empresas que aumentaram a tarifa 109,2% acima da inflação de 1996 a 2008? Os únicos efeitos sociais disso foram enriquecer a si próprias e diminuir o acesso ao transporte a trabalhadores e estudantes.

É necessário avançar para o fim da exploração privada do transporte, substituindo-o pela intervenção pública, com uma empresa pública e democrática, na qual a voz do cidadão seja ouvida. Osmar Silva diz que “somos, sim, a favor do aumento de passagem”. Nós quem, cara-pálida?


Publicado no Notícias do Dia em 22 de abril de 2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

E o compromisso, Kennedy?

Não foi só com a população que Carlito Merss (PT) não cumpriu a palavra. O deputado estadual Kennedy Nunes (PP), que é autor da proposta de baixar a água e reduzir a taxa de esgoto de 80 para 50%, afirma no vídeo acima o compromisso. Abaixo, entrevista de Kennedy ao jornalista Jefferson Saavedra dizendo que não vai romper com a gestão petista.

"Só rompo no caso do ônibus", diz Kennedy

O deputado Kennedy Nunes (PP), aliado de Carlito Merss (PT) no segundo turno, diz que não pretende romper com o prefeito de Joinville por causa da concessão do aumento na tarifa de água. Mas admite a possibilidade de se afastar do petista caso seja concedido a reajuste da tarifa do ônibus. "O que eu falei na campanha era que tinha de acabar com a tarifa mínima [cidadão que consome até dez metros cúbicos paga um valor fixo, mesmo que tenha utilizado um só metro]; reduzir a tarifa do esgoto de 80% para 50%; e diminuir a tarifa social pela metade".

"A tarifa mínima pelo consumo está em estudos, não dá para fazer na canetada. Quanto ao esgoto, vamos esperar a aprovação da lei federal. E o Carlito me convenceu de que é melhor ampliar o número de famílias atendidas do que reduzir o valor da tarifa social. Outra coisa: eu apoiei um candidato que aderiu às minhas propostas, mas que tem quatro anos de mandato. Não posso agora meter a faca no pescoço", diz Kennedy Nunes.

Kennedy Nunes pensa diferente em relação ao aumento da passagem do ônibus. "Nesse caso não tem conversa. Não me interessa se as planilhas estão corretas. É preciso decisão política. Na campanha, discutíamos como reduzir a passagem. Não tinha o pedido de aumento. Então que não suba, por meio de subsídio. Se o Carlito demonstrar vontade política, de reservar subsídio no próximo ano, podemos conversar", alega o deputado.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Onde está o compromisso?

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Prefeito Carlito Merss não cumpre promessa de campanha e autoriza aumento de 6,41% na conta de água




O prefeito Carlito Merss (PT) voltou atrás em sua promessa de campanha e autorizou o aumento de 6,41% na conta de água dos joinvilenses, na sexta-feira, 17 de abril. Antes de assinar o decreto, Carlito dizia que prometeu "discutir" o preço da tarifa, mas não necessariamente baixá-lo. O jogo de palavras, entretanto, é falso, pois tanto em seu programa de rádio quanto no televisivo, a promessa é reafirmada. Ela não é dita pela boca do então candidato, mas é ilustrada a todo momento no rol de promessas feitas pelo petista, como na imagem acima.

No site do então candidato, ainda disponível aqui, também é dito, textualmente. "Confira novamente os compromissos do nosso candidato. Entre eles está a recuperação do Cachoeira, a redução da taxa de água e do esgoto, a criação do turno integral, o fim do turno intermediário e o orçamento participativo."

O PSOL pergunta: onde está o compromisso?

Diferentemente do PSDB, do DEM e da velha direita, que pretendiam privatizar a Companhia Águas de Joinville (CAJ) através das parcerias público-privadas, o PSOL defende uma Companhia 100% pública,garantindo o compromisso com o bolso dos trabalhadores, e não com o bolso da iniciativa privada.

Veja no vídeo acima a promessa de campanha.

domingo, 19 de abril de 2009

Quem é quem

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) trabalha com o conceito de direção coletiva, onde todos os militantes participam das reuniões e decidem os caminhos a seguir. Por exigência legal, deve existir uma diretoria para o partido. Veja quem é quem abaixo.


Presidente
Willian Luiz da Conceição, 21 anos
Willian é estudante de História na Univille e trabalha em uma empresa de e - marketing. Foi filiado ao PT, membro-fundador do Movimento Passe Livre (MPL), membro do grêmio Albano Schmidtt da Escola Técnica Tupy (ETT), e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Viveu sete meses em um acampamento do MST em Caçador, onde trabalhou na formação política e como educador. Voltou para a cidade em novembro do ano passado, trabalhando no setor de Relacionamento com a Sociedade pelo MST. Em dezembro, se filiou ao PSOL.



Tesoureira
Vanessa Costa da Rosa, 21 anos
Vanessa é estudante de Artes Visuais na Univille e milita no Movimento Passe Livre há quatro anos. É bolsista do Programa Arte na Escola. Nunca foi filiada a nenhum partido político e entrou no PSOL no final de 2008.







Secretário Geral
Sandovan Vivan Eichenberger, 25 anos

Psicólogo formado pela Associação Catarinense de Ensino (ACE), Sandovan também é membro-fundador do Movimento Passe Livre. Foi membro do Centro Acadêmico de Psicologia Michel Foucalt da ACE.








Secretário de Organização
Ivan Rocha de Oliveira, 26 anos

Ivan é sócio em uma pequena empresa de e – marketing de Joinville. É membro do movimento Hip-hop e ex-militante do PC do B na cidade. Em Florianópolis, já teve contatos com o movimento Consulta Popular. Filiou-se ao PSOL no final do ano passado.







Secretário de Comunicação
Clayton Felipe Silveira, 24 anos

Felipe é estudante de Jornalismo no Bom Jesus/Ielusc e é membro do Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Souza (Dacs). Foi filiado ao PT e participou de movimentos contra aumento da tarifa de ônibus. Entrou para o PSOL em 2009.