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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Entrevista com Renato Cinco: "A pobreza é massacrada sob a desculpa da perseguição das drogas"

Joinville sediará pela primeira vez neste domingo, 18 de setembro, a Marcha da  Maconha, que ocorre às 16h20 em frente à Câmara de Vereadores. O movimento que pretende abrir o diálogo sobre a atual política de drogas do Brasil. O tema é polêmico e merece maiores reflexões. 

Por isso, o PSOL Joinville disponibiliza em sua página uma entrevista com o sociólogo Renato Cinco, graduado em Ciências Sociais pela UFRJ.Militou no movimento estudantil e em movimentos de bairro. E 2004, trocou o PT pelo PSOL e iniciou sua militância no tema da legalização das drogas. Em 2005, organizou no Fórum Social Mundial a oficina “Basta de Guerra às Drogas” e participou pela primeira vez da organização da Marcha da Maconha, movimento que ajuda a articular nacionalmente. 

Em 2009, Renato Cinco assinou a representação judicial que resultou na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo a realização de Marchas da Maconha em todo o país. 

Em 2010, Renato Cinco concorreu à deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, obtendo 9.333 votos e ficado com a primeira suplência.

Assista no vídeo uma contundente entrevista, onde Cinco afirma que a atual política de drogas no Brasil serve de desculpa para promover o masssacre das camadas mais pobres da população.



Veja outra entrevista com Renato Cinco

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Debate sobre a ação policial no Rio de Janeiro

A recente ação policial no Rio de Janeiro motivou debates em Joinville. O militante do PSOL, Ivan Rocha, interviu apresentando a perspectiva de que a violência tem condicionantes sociais evidentes e que a ação da polícia é motivada por interesses da especulação imobiliária. Acompanhe o debate ocorrido na seção de cartas de um jornal da cidade (clique sobre a imagem para lê-la em detalhe).

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não haverá vencedores

Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.

Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida. Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.

As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.

Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.

Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.

Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza -onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.

Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.

O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra”- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.

Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário…
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MARCELO FREIXO, professor de história, deputado estadual (PSOL-RJ), é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Fonte: Artigo publicado em 28 de novembro de 2010, na seção Tendências e Debates da Folhas de São Paulo

terça-feira, 1 de junho de 2010

Debate sobre descriminalização das drogas



Militante do PSOL propõe discussão séria a respeito da descriminalização das drogas. Do jornal Notícias do Dia de 31/10/2010.


(clique em cima da imagem para lê-la com detalhes)