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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Nota de Repúdio à Campanha do PSD em Joinville

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vem, por meio desta, esclarecer à sociedade joinvilense sobre a utilização de logomarcas do nosso partido, assim como a menções explícitas no horário eleitoral, na campanha de Kennedy Nunes (PSD) à Prefeitura de Joinville. 

Por meio das redes sociais, chegaram-nos registros fotográficos de que a campanha de K
ennedy Nunes produziu pelo menos 200 adesivos perfurados, que estão sendo utilizados em veículos, com os dizeres "Votei 50. Agora voto 55". Além de se apropriar sem autorização de uma logotipo do PSOL com o número 50, utilizada na campanha municipal de Florianópolis, a campanha do candidato tenta, indevida e irresponsávelmente, associar a sua imagem à do PSOL.

Portanto, o PSOL esclarece à sociedade

1. Conforme declaramos em 11 de outubro, o PSOL indica o voto nulo neste segundo turno aos seus filiados, por entender que nenhum dos dois candidatos representa um projeto que vá de acordo com o interesse da maiora da população joinvilense.

2. Não autorizamos e repudiamos a utilização de logotipos do PSOL na campanha de Kennedy Nunes. Para nós do PSOL, este tipo de prática revela uma ação de tremendo mau caratismo por parte da campanha do PSD.

3. Procuraremos a via judicial, se necessário, para que todo o material de propaganda que vincule o PSOL ao PSD seja recolhido das ruas e tenha sua utilização vetada pela Justiça Eleitoral.

Joinville, 18 de outubro de 2012
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) Joinville






Nota do PSOL sobre o segundo turno das eleições em Joinville

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) quer agradecer e ao mesmo tempo dividir a alegria do resultado eleitoral obtido na eleição municipal de Joinville em 2012. Nossa candidatura, representada por Leonel Camasão, conseguiu desmontar estereótipos e ao mesmo tempo, se posicionar de maneira firme a respeito dos grandes temas da nossa cidade, obtendo 10.017 votos para a campanha majoritária e 2.052 votos para a eleiç
ão proporcional.

O debate político no primeiro turno revelou a diferença entre o projeto apresentado pelo PSOL e os projetos das demais candidaturas - praticamente idênticos, salve algumas nuances. Nossa cidade vive um momento histórico, onde temas centrais, como a licitação do transporte coletivo e a Lei de Ordenamento Territorial, serão decididos, ao que tudo indica, em desfavor dos moradores da nossa cidade.

Neste segundo turno, o PSOL não se vê representado por nenhuma das duas alternativas e por isso não apoiaremos nem indicaremos votos em nenhuma delas. Nos reservamos a orientar a militância do nosso partido ao voto nulo, ao voto de protesto no 50. Ao mesmo tempo, acreditamos que é a consciência livre do eleitor que deverá prevalecer neste segundo turno, de maneira tal que as mais de 10 mil pessoas que acreditaram em nosso projeto são livres para tomar suas próprias decisões.

Esta decisão é ancorada não apenas na convicção pessoal dos militantes do PSOL em Joinville, mas embasada em nossas resoluções nacionais, que delimitam claramente quais os partidos políticos que o PSOL se relaciona e quais não se relaciona. Tanto o PSD quanto o PMDB não fazem parte do nosso campo político. Defendemos, durante toda a campanha, uma política que não se fundamente no balcão de negócios. Portanto, apoiar qualquer uma das candidaturas depois de tudo o que defendemos no primeiro turno seria extremamente incoerente.

Nosso plano de governo segue à disposição de qualquer um dos candidatos, pois concretizando-o em todo ou em parte, quem ganha não é o PSOL, mas sim, a cidade de Joinville.

Desde já, independente de quem seja eleito para governar Joinville nos próximos quatro anos, o PSOL se define como oposição programática e de esquerda, e saberá, na luta, ao lado dos movimentos sociais e da cidadania defender nossa cidade e atuar também propositivamente na construção de nosso futuro.

Obrigado a todas e todos que votaram na mudança. Seguiremos na luta por uma Joinville democrática, plural e participativa.

Joinville, 11 de outubro de 2012.

Partido Socialismo e Liberdade
PSOL



sábado, 11 de agosto de 2012

PSOL divulga primeira versão do plano de governo

O Partido Socialismo e Liberdade disponibilizou na internet a versão 1.0 de seu programa de governo. A plataforma é a base de sustentação do candidato Leonel Camasão e expressa o acúmulo do partido em diversas áreas, trazendo propostas que vão de encontro com reivindicações históricas dos movimentos sociais.

Com 58 páginas, o plano é dividido em 10 eixos principais, e traz propostas objetivas para os problemas reais de Joinville. Mas a grande novidade é o conceito de plano de governo aberto. “Não temos a pretensão de dizer que conhecemos todos os problemas da cidade e de que temos uma resposta para cada um deles. Nosso plano está aberto para que os movimentos, entidades, ONGs, organizações e indivíduos possam dar sua contribuição em qualquer área do programa”.
Veja abaixo o plano de governo na íntegra.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PSOL e PSTU iniciam negociações para Frente de Esquerda em Joinville

Presidente do PSOL Joinville, Leonel Camasão (E) e dirigente
do PSTU, Ricardo Lautert
As direções municipais do PSOL e do PSTU em Joinville deram o primeiro passo para a concretização da Frente de Esquerda para as eleições 2012. Reunidos nesta quarta-feira, membros das duas siglas discutiram o cenário político da cidade e a necessidade de uma candidatura que represente o campo socialista.

Pré-candidato à prefeitura, o presidente do PSOL Joinville, Leonel Camasão, acredita que a aliança traz uma alternativa para os moradores da cidade. "Os outros candidatos querem promover um plebiscito em Joinville. Querem que o eleitor escolha entre a paralisia da gestão petista ou o retorno dos corruptos que sempre administraram a cidade", afirma. "Nós estaremos na campanha para dizer que Joinville tem uma opção, uma opção pela igualdade, pela justiça social e pela democracia", argumenta.

As negociações entre PSOL e PSTU vão seguir nas próximas semanas. Os partidos devem realizar seminários temáticos ao longo do semestre para elaboração de um programa de governo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Passagem de ônibus de graça" - Entrevista de Leonel Camasão ao "A Notícia"



Foto: Leo Munhoz

PRÉ-CANDIDATOS A PREFEITURA DE JOINVILLE
Passagem de ônibus de graça

A candidatura a deputado em 2008*, quando era desconhecido e fez cerca de mil votos em Joinville, levou o jovem Leonel Camasão (PSOL), de 25 anos, a buscar mais oportunidades na política. O desejo de concorrer à Prefeitura em 2012 ainda deve ser avaliado no partido, mas é uma maneira de o PSOL marcar presença no pleito municipal

Subsídio e tarifa zero no transporte público
“O transporte público acessível é uma das principais propostas do PSOL. Melhora a mobilidade e o planejamento. Para isso, é preciso criar uma estrutura que regule o sistema de ônibus. O serviço continua a ser feito por empresas, mas quem controla é a Prefeitura. Nesse sistema, aplicaríamos subsídio para chegar à tarifa zero. O dinheiro poderia vir de multas de trânsito, dos estacionamento públicos. O pagamento às empresas seria por quilômetro rodado, não por passageiros.”
Eleição direta para diretores
“Eleição direta para diretores é uma de nossas bandeiras e uma maneira de acabar com cargos comissionados também. Ela foi uma bandeira do PT no passado, mas não teve mudanças com o governo Carlito. Há exemplos interessantes em outras cidades, onde há eleições diretas para diretor, onde as escolas são melhor avaliadas. Há mais comprometimento, os pais participam mais da escola, porque são eles que escolhem o diretor, que tem autonomia para lutar por melhorias.”
Inversão da cobrança de impostos
“Defendemos uma inversão na lógica da cobrança dos impostos. Nossa visão é de que, quem tem uma renda maior, deve ser mais taxado. Quem tem renda menor, paga menos. Os maiores devedores do IPTU são grandes empresários ou empresas. É preciso fazer com que eles, que têm outras formas de sobreviver, paguem a dívida. Em último caso, pode-se até pensar na expropriação do terreno para uso público. Defendemos essa lógica para qualquer imposto.”
PLANEJAMENTO
“Pensamos o planejamento em duas linhas: a da mobilidade, que é uma das prioridades, e da habitação, que ajuda a controlar um crescimento desordenado. A proposta é de um programa habitacional consistente, que vai além do Minha Casa, Minha Vida, que hoje funciona mais como programa de aquecimento econômico do que programa de moradia. E precisa ser moradia para baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida visa a erradicar a falta de moradia para a classe média e atinge 10%, 15% das classes mais pobres. Defendemos um programa municipal que atenda aos menos favorecidos.”
SAÚDE
“Precisamos retomar o controle efetivo do SUS. A Constituição determina que o SUS seja prioritário e a saúde privada seja complementar. Hoje, está equiparado. Em Joinville, mais ainda, até por causa desses hospitais privados que estão sendo construídos. O investimento privado desequilibra o SUS em Joinville. Não é à toa que a maior demanda em especialidades é por oftalmologista e se constrói um hospital de olhos na cidade, isso não é coincidência. A proposta do PSOL é investir pesado na Saúde, principalmente nas especialidades. Em um primeiro momento, poderia até ser feito mutirões, mas com cautela, para não exaurir os servidores da saúde. O reajuste para os médicos é bem-vindo. Também investiríamos no Programa Saúde da Família. Com mais prevenção, temos menos necessidade de alta complexidade. Outra questão importante é lutar por mais comprometimento federal com a Saúde. Só o município não dá conta.”
EDUCAÇÃO
“Uma proposta é inserir mais atividades complementares no currículo da educação, como aulas de artes, música, de cultura afro-brasileira, esportes, orientação sexual etc. Isso tem que ser feito aos poucos, começando com algumas experiências. A outra proposta é eleição direta para diretores.”
MOBILIDADE
“Há obras viárias que serão inevitáveis, mas não defendemos grandes elevados, grandes obras viárias, até porque não resolvem o problema. Esses grandes eixos, como o Eixão, mudam o congestionamento de lugar. A saída, além do transporte coletivo, é apostar em ciclovias. Talvez poderia ser discutido o anel viário, mas ele também pode ter problemas. É normal que dentro do anel, a cidade se desenvolva. Fora, cria-se uma periferia sem estrutura, com mais problemas ainda no transporte. Mas apostamos muito na tarifa zero do ônibus. Você melhora muito a mobilidade.”
SEGURANÇA
“O município pode trabalhar mais em relação à Defesa Civil. Temos que fazer limpeza de rios, drenagem do Cachoeira. Isso diminui o impacto das enchentes. A questão de policiamento, que não é competência do município, mas deve ser discutida, é a unificação e desmilitarização das polícias.”
MEIO AMBIENTE
“Hoje, órgãos ambientais trabalham muito para emitir licenças para obras e nada mais. A política ambiental passa por ampliação da fiscalização, com mais fiscais. E é necessário a universalização do saneamento básico, algo que não dá para fazer em quatro anos, mas que pode ser iniciado. Nesse ponto, defendemos uma Águas de Joinville inteiramente pública, sem participação privada.”
LAZER E TURISMO
“Hoje, as praças são cada vez mais feitas de concreto, de pedra. Acho que deveria ter grama, verde. Tem que ter mais praças, mais espaços de lazer na periferia. Não sei se o Parque da Cidade cumpre a demanda, mas tem que manter ele funcionando. Tem que reformar o Mirante, o Caieira. Não descartaria a construção de um grande parque. Agora, o que sentimos falta mesmo é de bibliotecas, de espaços culturais, de convivência.”
GESTÃO
“A estrutura é inchada e há ineficiência em algumas secretarias. Uma das primeiras medidas é extinguir as secretarias regionais. Os funcionários poderiam ser aproveitados em outras áreas. Geraria economia. Outra questão é a remuneração dos cargos comissionados. Londrina tem 300 cargos comissionados. Joinville, com o mesmo porte, tem 600. Precisamos combater inadimplência do IPTU e aumentar a arrecadação e implantar o IPTU progressivo. Quem tem mais vai pagar mais.”

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eleições 2012: 72% não votariam em Carlito; petista varia entre 5,1 e 6,3%

A primeira pesquisa eleitoral sobre as eleições 2012 publicada pelo jornal A Notícia mostra um cenário de desespero para o projeto de reeleição do prefeito de Joinville, Carlito Merss (PT). Dos 602 entrevistados, 72,1% afirmaram que não votariam em nenhuma hipótese em Carlito. Nos quatro cenários apresentados, cada um com nove candidatos, Carlito vaira entre 5,1 e 6,3%.

Nos cenários em que aparece com candidato do PSDB, o ex-prefeito Marco Tebaldi (PSDB) não chega aos dois dígitos e fica em empate técnico com Carlito Merss (PT), comprovando que a cidade não quer nem o continuismo do desastroso governo petista nem o retrocesso ao corrupto governo tucano de Tebaldi.

Hegemonia do bloco conservador

Os candidatos do campo da direita no espectro político lideram em todos os cenários. O recém-fundado PSD aparece com vantagem maior quando o candidato do partido é Darci de Matos: ele marca 35% das intenções de voto no cenário com Ivandro de Souza (0,5%) e 31,9% quando o tucano é Marco Tebaldi (7,5%).

Quando o candidato do PSD é Kennedy Nunes, o partido também fica a frente nos cenários com Ivandro ou Tebaldi, mas em empate técnico com o mega-empresário Udo Dohler (PMDB). Com Ivandro, Kenendy fica com 30,1% e Udo Dohler com 23,8%. Se o tucano é Tebaldi, Kennedy e Udo perdem pontos, e ficam com 27,2 e 21,4%, respectivamente.

O cenário mostra o péssimo momento das forças da esquerda. Após uma vitória histórica do PT na cidade, o "governo da mudança" que nada mudou destroçou a imagem das forças populares.

Outros candidatos

José Aluísio Vieira, o Dr. Xuxo, varia entre 5,6% e 6,5%. Sandro Silva (PPS) oscila entre 4,7% e 5,6%. Rodrigo Coelho (PDT) vai de 1,3% a 2,2%, e Rogério Novaes (PV) de 1,8% a 2,2%. Ivandro de Souza (PSDB) e o pré-candidato do PSOL, Leonel Camasão, ficam com menos de 1%.  A pesquisa A Notícia/Mapa não considera Adilson Mariano (PT), que já declarou que irá disputar as prévias no PT contra Carlito. Ainda assim,

Quase 36% dão nota zero para Carlito

Perguntados sobre que nota dariam ao governo Carlito Merss, quase 36% dos entrevistados deram nota zero. Ao todo, 78,8% deram uma nota igual ou inferior a 5 para a administração petista. Na média, Carlito fica com 3.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Entrevista: PSOL vai disputar a Prefeitura


O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) de Joinville é o primeiro dos pequenos a lançar candidatura própria para as eleições municipais em 2012. A informação é do presidente do Psol, Leonel Camasão. O partido ainda não decidiu quem será o candidato à disputa pela Prefeitura, já que alguns dos principais nomes da sigla devem tentar uma vaga na Câmara de Vereadores.

O Psol é um partido de esquerda, que nasceu, em parte, da crítica ao Partido dos Trabalhadores (PT). Disputou as eleição presidencial de 2006 com Heloísa Helena (ficou em terceiro lugar) e a de 2010 com Plínio de Arruda Sampaio (ficou em quarto lugar). Em 2010, Leonel Camasão e Ivan Rocha eram os candidatos da sigla da cidade para a Câmara dos Deputados.

Em Joinville, o partido também faz uma forte crítica ao governo Carlito (PT), assim como as gestões anteriores, de Marco Tebaldi (PSDB) e Luiz Henrique (PMDB). 

“Com a chegada do Carlito ao poder, o PT carregava muitas esperanças de mudanças, de justiça social, de uma ruptura com os governos passados. E não foi isso que aconteceu. O que aconteceu foi um pouco da mesmice dos governos anteriores. A gente entende que tem um vazio a ser ocupado por uma candidatura de esquerda”